A filha do capitão
Já suspeitava nas primeiras páginas lidas. Agora tenho a certeza.
José Rodrigues dos Santos come pontos finais ao pequeno-almoço, vomita vírgulas, despeja informação acumulada em vastas pesquisas, tem imaginação mas não sabe o que fazer com ela, adorava ser a Isabel Allende de calças mas as saias ficam-lhe mal nas ancas, tem um avô de nome igual ao seu a quem quis prestar uma homenagem em mais de 600 páginas daquelas bem encadernadas e que ficam bem em qualquer estante.
Quanto a romance histórico de grande qualidade, tenho as minhas dúvidas que o jornalista tenha conseguido. Embora lhe reconheça o mérito de ter tentado recuperar um estilo esquecido há algum tempo.
Lê-se.
Tem alguns diálogos engraçados.
Mas também frases de página e meia, demasiadas descrições exaustivas, longas enumerações.
No entanto, vou ler o livro "A filha do capitão" até ao fim. E espero ter fôlego para tal.

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